Realizar a Unidade da diversidade é realizar a Ecologia
Profunda.
E esta unidade é possível quando o ser humano transcende a forma
e compreende a interconexão de todas as coisas.
Os povos indígenas e nativos do planeta são, em sua grande maioria,
nossos mestres neste assunto.
A Carta do Chefe Seattle
(Índio norte-americano, no ínício
do Século XX)
"O Presidente, em Washington, informa que deseja comprar
nossa terra.
Mas como é possível comprar ou vender o céu ou a terra?
A idéia nos é estranha.
Se não possuímos o frescor do ar e a vivacidade da água,
como vocês poderão comprá-los?
Cada parte desta terra é sagrada para meu povo.
Cada arbusto brilhante do pinheiro, cada porção de praia, cada
bruma na floresta escura, cada inseto que zune.
Todos são sagrados na memória de meu povo.
Conhecemos a seiva que circula nas árvores como conhecemos o sangue
que circula em nossas veias.
Somos parte da terra, e ela é parte de nós.
As flores perfumadas são nossas irmãs.
O urso, o gamo e a grande águia são nossos irmãos.
O topo das montanhas, o húmus das campinas,
o calor do corpo do pônei e o homem, todos pertencem a mesma família.
Ensinarão vocês as suas crianças o que ensinamos às
nossas?
Que a terra é nossa mãe?
Que o que acontece à terra acontece a todos os filhos da terra?
O que sabemos é isto: a terra não pertence ao homem, o homem
pertence à terra.
Todas as coisas estão ligadas, assim como o sangue que nos une a todos.
O homem não teceu a rede da vida, é apenas um dos fios dela.
O que quer que ele faça à rede, fará a si mesmo.
Amamos esta terra como o recém nascido ama as batidas do coração
da mãe.
Assim, se lhes vendermos esta terra, amem-na como a temos amado.
Cuidem dela como a temos cuidado.
Preservem a terra para todas as crianças e amem-na.
Assim como somos parte da terra, vocês também são parte
da terra.
Esta terra é preciosa para nós, também é preciosa
para vocês.
Uma coisa sabemos: existe apenas um Deus.
Nenhum homem, vermelho ou branco, pode viver à parte.
Afinal, somos irmãos."